02 de agosto de 2026
Reinaldo cobra maior participação da União no financiamento da saúde

Por todo o País, hospitais públicos e filantrópicos estão passando dificuldade por conta do descaso do governo federal, que reduziu a participação da União nos gastos com saúde de 52% para 40%. O alerta foi feito pelo candidato a senador Reinaldo Azambuja, da coligação “Fazendo o Futuro Acontecer” (PL, União-PP, Republicanos, PSDB-Cidadania, PSD, MDB, Podemos e Avante), durante entrevista à imprensa esta semana. Ele cobra maior participação e responsabilidade federal com esse tema que é de vital importância para as famílias brasileiras.
“Há 20 anos, a União era responsável por 52% dos gastos com saúde. Passaram-se duas décadas e hoje são apenas 40%. A responsabilidade foi empurrada para estados e municípios, mas o dinheiro continua em Brasília”, resumiu.
Reinaldo declarou ser urgente uma participação maior do governo federal no financiamento, com reajuste da tabela SUS e do chamado Teto MAC, que é o limite financeiro repassado pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) aos fundos de Estados, Distrito Federal e Municípios para custear o conjunto de ações de média e alta complexidade, como cirurgias eletivas de grande porte, UTIs e exames complexos.
“Precisamos de mais atendimento e remunerar melhor os profissionais de saúde: médicos, enfermeiros e todos os profissionais da área”, acrescentou. Para ele, o governo federal também precisa corrigir distorções para ampliar a oferta de serviços. O candidato explicou que o limite de repasse para Alta e Média Complexidade para Mato Grosso do Sul é um dos menores do Brasil, perdendo para estados como Amapá, Roraima e Acre.
Na avaliação de Reinaldo, com mais recursos, os estados poderão ampliar a oferta de serviços e potencializar programas como a Caravana da Saúde, que realizou mutirões em Mato Grosso do Sul para reduzir a fila da vergonha por consultas, exames e cirurgias e implantou a regionalização da saúde entregando equipamentos, reformas, reestruturações, hospitais funcionando e mais unidades de saúde.
No governo Eduardo Riedel, a regionalização foi ampliada com o programa MS Saúde – Mais Saúde, Menos Filas, que reorganiza a Arquitetura da Saúde, desde a atenção primária aos cinturões de média complexidade e oferta de especialidades regionalizadas, complementados por hospitais de alta complexidade.
“O SUS é um programa maravilhoso. Se pensarmos que ele atende gratuitamente quem precisa, vemos sua importância. Mas precisa de mais recursos. O governo federal está aquém do que pode disponibilizar”, finalizou Reinaldo.
OBRA INACABADA ZERO
Na entrevista desta segunda-feira (10), Reinaldo defendeu ainda que o novo governo federal siga o exemplo do programa Obra Inacabada Zero, de Mato Grosso do Sul, que em 2015 concluiu mais de 200 obras deixadas por gestões anteriores, como o Hospital do Trauma e o Hospital do Câncer, acabando com obras paradas no Brasil e o desperdício de dinheiro público.
O Hospital do Trauma, em Campo Grande, por exemplo, levou 21 anos para ser concluído, passando por diversas gestões públicas, mas só foi concluído graças ao programa estadual.
